Arquivos históricos e tecnologia ajudam a localizar naufrágios

Arquivos históricos e tecnologia ajudam a localizar naufrágios

Arquivos históricos e tecnologia ajudam a localizar naufrágios

Segundo especialistas entrevistados pelo Metrópoles, achar um naufrágio pode ajudar a compreender o modo de vida e comércio de antigamente

Mesmo que tenha afundado há anos, a história de uma embarcação não termina em seu naufrágio. Pelo contrário, o encontro dos destroços do navio pode revelar memórias da época da qual fez parte. No entanto, identificar um evento desses em mares ou oceanos não é nada fácil. Para a tarefa, os pesquisadores se norteiam através de registros históricos e usam tecnologia avançada.

As medidas citadas são utilizadas especialmente quando se busca um naufrágio específico. O primeiro passo, a pesquisa bibliográfica, pode ser feito por meio da consulta de registros históricos, documentos, bancos de dados e sites especializados.

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“No Brasil, há o site Naufrágios do Brasil, organizado pelo mergulhador Maurício Carvalho, além do banco de dados da Marinha, que reúne informações sobre embarcações afundadas, já que todo naufrágio deve ser comunicado ao órgão. Também existem plataformas internacionais que reúnem registros de diversas partes do mundo”, revela o oceanógrafo Ewerton Wegner, coordenador do laboratório de mergulho científico da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), em Santa Catarina.

Além da procura por informações históricas, depoimentos de pessoas que viram os acidentes podem ajudar a nortear as buscas.

Uma vez detectado o alvo, os especialistas partem para a tecnologia. Ao chegar ao local onde podem estar fragmentos de um naufrágio, a depender da profundidade, temperatura e visibilidade da água, mergulhadores podem confirmar a presença dos destroços ou não. Caso seja um lugar mais fundo, os pesquisadores recorrem a recursos como:

Magnetômetros, capazes de detectar alterações no campo magnético causadas por grandes estruturas metálicas;

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